sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Peculiaridades da China

Atualmente a China é um dos países que mais cresce no mundo; no contexto econômico, industrial e financeiro está prestes a se tornar uma potência mundial. 
Para a compreensão das características do território e dos aspectos políticos é importante realizar uma análise dos dados humanos e naturais.
A China é denominada de República Popular da China. 
Seu território encontra-se localizado ao leste do continente asiático e a área do país corresponde à 9.536,499 km²;  um dos maiores do planeta, em dimensão continental.
Um destaque em relação aos outros países está no contingente de pessoas; atualmente a população chinesa é a maior do mundo, aproximadamente 1,4 bilhão de pessoas. 
Alguns analistas estimam que esse número seja ainda superior, pois muitos pais não fazem o registro do segundo filho temendo repressões por parte do Estado, que estabeleceu uma política de controle de natalidade. Desta forma, esse número pode saltar para cerca de 1,7 bilhão de pessoas.
O imenso território chinês é composto por planaltos que vão de oeste a leste; a sudoeste está situada a maior cadeia de montanhas do mundo, o Himalaia. 



No centro e a oeste está o planalto do Tibet;  ao norte está localizado o deserto de Gobi e o planalto da Mongólia; ao nordeste fica a planície da Manchúria e no sul, a planície da China.

 Fotografia China Paisagem Imagens Feng Jiang Cor
Na paisagem é possível visualizar formas distintas de relevos, vegetações, climas e minérios, provenientes da dimensão continental do território, que abrange diferentes formações rochosas, solos que influenciam diretamente na composição das paisagens.
Na variedade de climas, a China apresenta no norte do país, um clima árido e frio; já nas proximidades das Cordilheiras e também nos planaltos, o clima é o frio de montanha. No sul da China as características climáticas alteram-se, pois nela o clima é quente e úmido com incidência de chuvas no Verão, demonstrando aspectos tropicais; por fim, no nordeste e leste o clima é temperado.
Em recursos minerais, a China ocupa um lugar de destaque no cenário mundial. Esse fator é importante para o abastecimento das indústrias e contribui para o crescimento econômico do país.
O principal minério chinês é o carvão mineral, sendo o maior produtor mundial. Também ocupa o sétimo lugar no ranking da produção de petróleo, pois corresponde a 4,6% de todo minério fóssil do mundo. Outros minérios importantes e encontrados com abundância são estanho, ferro e alumínio.

Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola
Imagens: obviousmag.org / Ng Han Guan/AP

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Horário de Verão no Brasil


O horário de verão é um sistema de mudança temporária de horários com o adiantamento em uma hora dos relógios. Tal sistema foi criado no século XVIII por Benjamim Franklin, mas primeiramente adotado no início do século XX pela Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial. 
Em 2014, o horário de verão no Brasil foi marcado para o dia 19 de outubro. Em todos os anos a sua adoção ocorre sempre no terceiro domingo do referido mês para aproveitar, mais ao final do ano, o período dos solstícios de verão, em que os dias são maiores do que as noites.
No mapa abaixo, podemos conferir os estados que adotam o Horário de Verão no Brasil:

Mapa dos estados que adotam o horário de verão
Como já frisamos, uma das justificativas para a adoção do horário de verão é o aproveitamento dos solstícios de verão. Embora o fenômeno que coloca os dias no hemisfério sul maiores do que as noites encontre o seu ápice apenas nos últimos dias do ano, a mudança de horário é adotada para aproveitar essa “luminosidade extra” ao longo do dia, sobretudo no entardecer. Nesse horário, muitas pessoas chegam em casa depois do trabalho e consomem mais energia ao mesmo tempo. Com o horário, elas deixam de ligar as lâmpadas e passam a gastar menos.
Outra função do horário de verão é a divisão dos picos máximos de consumo, o que proporciona uma menor sobrecarga do sistema de produção e distribuição de eletricidade, exatamente pelo fato de as horas de maior consumo do dia não coincidirem com o horário em que lâmpadas das casas e dos locais públicos estão ativadas. Além disso, no segundo semestre do ano, a produção industrial e, consequentemente, o consumo de energia são maiores em razão da alta comum no comércio de final de ano, o que reverbera em uma maior necessidade de economia e redução dos picos.
O fenômeno dos solstícios, no entanto, ocorre de maneira mais intensa nas áreas mais distantes da linha do Equador. No caso do Brasil, ocorre de forma mais incisiva em sua porção centro-sul. Isso explica, em partes, porque os estados do Norte e do Nordeste não utilizam o horário de verão, pois a sua zona de luminosidade já é maior o ano todo, de forma que o sol demora naturalmente mais a se pôr, não sendo necessário o adiantamento dos relógios.
Na região Sul, durante o horário de verão, a economia de energia gira em torno de 7%, algo próximo aos 700 megawatts, enquanto nas regiões centro-oeste e sul, a economia é de 5%, o que totaliza um número de aproximadamente 1.800 megawatts. 
O final do horário de verão está marcado sempre para o terceiro domingo do mês de fevereiro, exceto quando a data coincidir com a véspera do carnaval, caso em que é remanejado para o domingo seguinte.
Por outro lado, uma porção considerável da população não é favorável à adoção do horário de verão, principalmente em razão da alteração das rotinas diárias, pois as pessoas precisam acordar mais cedo para irem ao trabalho, à escola ou para exercerem suas atividades. Além disso, nas áreas mais pobres das cidades, não há iluminação pública de qualidade, prejudicando ainda mais as pessoas que acordam cedo para sair de casa.
O horário de verão, porém, é considerado como uma medida internacional de redução do consumo de energia e de preservação do meio ambiente. 
Dentre outros países que adotam esse sistema, podemos citar:
a) Todos os países-membros da União Europeia, com a alteração do horário de março a outubro.
b) Rússia, Turquia e até Cuba também o fazem, no mesmo período adotado pelo UE.
c) Os países da América do Norte utilizam o horário de verão entre abril e outubro.
d) Na América do Sul, o Chile também adota o sistema de mudança de horário mais ou menos na mesma época e período do Brasil.
e) Austrália e Nova Zelândia também adotam o horário de verão entre outubro e março.
Segundo o governo federal, o último horário de verão proporcionou uma economia de R$160 milhões de reais para toda a sociedade, notadamente a indústria. 

Por: Me. Rodolfo Alves Pena


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Seja muito bem vinda, semana e sempre com excelência em cada ação praticada!!!

Mais uma semana se apresenta à nossa frente e como sempre, a possibilidade do recomeço, de buscar novas metas, novas diretrizes e porque não, novas estratégias.
Já podemos olhar para o período de Natal, época em que nós humanos nos humanizamos muito mais e passamos a ter uma postura mais desarmada em relação ao próximo; como se o período de Natal fosse uma porta aberta a caminho da esperança, da solidariedade e da fraternidade.
Campanhas em prol do próximo acontecem em vários locais, unem pessoas antes desconhecidas, simplesmente para propiciar, aos que estão em momentos difíceis da vida, melhores condições. 
Por mais que "Papai Noel"  já tenha se afastado das nossas crenças há tanto tempo, de uma certa forma o resgatamos, nem que seja para nos ajudar a despertar, não só a criança que existe dentro de cada um de nós, mas principalmente, o amor e o respeito ao nosso próximo.
E nesta época também acontecem os planos para períodos de férias, sejam elas de inverno ou de verão. A renovação acontece nas mais diversas formas de ser e, em relação ao comércio, as vendas são fomentadas e o atendimento ao cliente, muito mais consistente.
Por mais que tenhamos uma equipe contratada, a motivação necessita ser constante pois, mais do que que faturar neste período do ano, é conseguir promover a fidelização do cliente, para que, o ano novo que já já iniciará, nos permita continuar com todas as metas atingidas.
E para que não percamos nenhum detalhe na constante busca da excelência no atendimento ao cliente, detalhes sobre a estratégia de gestão desenvolvido por Walt Disney, as quais não apenas nos direcionam para uma maior fidelização de clientes, mas que nos propiciam uma nova estratégia para a nossa própria vida!!

Gestão Disney de Excelência no atendimento ao cliente
O estilo Disney de administração busca a excelência em todos os níveis no atendimento, e divide suas estratégias em dois patamares distintos: 
  • clientes externos (consumidores dos produtos e serviços da empresa);
  • clientes internos (funcionários). 

De acordo com a Estratégia Disney de Excelência no Atendimento ao Cliente, não há “hierarquia de cargos”, ao contrário de certos modelos de administração existentes, como, por exemplo, o estilo piramidal,  cujo formato dificulta a aproximação da mais alta hierarquia da empresa, aos níveis operacionais de atuação. Na verdade, o que prevalece nos parques e na Gestão Disney, na prática, é que todos os funcionários  trabalham em função dos clientes e, para atendê-los adequadamente, devem estar bem treinados, motivados, comprometidos. Um atendimento onde a humildade e a subserviência são permeados pelo respeito mútuo e a paciência e generosidade atuam permeados pelo amor e sempre de modo natural!
E para que tal estratégia não deixe escapar nenhum detalhe, Walt Disney desenvolveu dez crenças pessoais que dão base para esta Gestão, independente da área de atuação da empresa:

1. dar a cada membro de sua organização a chance de sonhar e liberar a criatividade contida nesses sonhos;

2. permanecer firme em suas crenças e princípios: alinhar a missão com a visão, tendo como base os valores e as crenças da empresa;
3. tratar seus clientes como hóspedes: os funcionários são instruídos a serem agradáveis e polidos, tratando cada cliente como uma pessoal especial, única, ou seja, um verdadeiro hóspede;
4. apoiar os empregados, dar-lhes poderes e recompensá-los: é essencial um foco comum. Um fator de sucesso extremamente importante é a formação de uma equipe, em que a hierarquia deve existir, mas a distância entre os administradores e os funcionários pode ser mínima quando os funcionários de baixo escalão são motivados a expressar suas opiniões e a dar sugestões no grupo, facilitando também a comunicação entre os mesmos;
5. construir relacionamentos duradouros com os principais fornecedores e parceiros;
6. ousar correr riscos calculados para usufruir as idéias inovadoras;
7. treinar extensivamente e reforçar constantemente a cultura da empresa: todo treinamento de funcionários deve ser contínuo, aproveitando o desempenho no desenvolvimento dos talentos de uma pessoa;
8. alinhar a visão de longo prazo com a execução no curto prazo: toda criatividade deve ser cuidadosamente administrada;
9. utilizar a técnica de elaboração de storyboard* para solucionar problemas de planejamento e comunicação. 
*Storyboard é um método criativo e eficiente para gerar soluções de problemas complexos, pois quebra as situações em partes menores e mais controláveis;

10.  prestar muita atenção nos detalhes: a principal questão desse ponto certamente se encontra na pergunta: “Como podemos fazer isso melhor?”.
Walt insistia na segurança, na cortesia e na eficiência, mas esperava também que o bom senso prevalecesse. A excelência em cada nível era e é seu lema. Ele se recusava a pegar atalhos simplesmente para aumentar o lucro. Preferiu sempre exceder as expectativas do cliente!
(Referências: Bill Capodagli, Lynn Jackson, Ginha Nader)

Só fazemos melhor aquilo que repetidamente insistimos em melhorar. 
A busca da excelência não deve ser um objetivo e sim um hábito. (Aristóteles)


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Equilíbrio e harmonia são indispensáveis para o sucesso.


"O universo me colocou em contato com essas leis, estudei um pouco cada uma e vi correspondências com a Bíblia e também com as religiões; cada uma na sua forma de ver e sentir."

Deepak Chopra tem um jeito prático e simples de ver tudo isso; a essência fica para o leitor ser tocado e absorver todos os benefícios destas leis que poderão ser chamadas também de mandamentos, dicas, conselhos, etc. 

"É uma maneira de fazer com que as leis cármicas trabalhem a nosso favor, harmonizando, apaziguando e de maneira direta, fazendo ver nosso interior, percebendo e tendo "insights" para melhorar como pessoa e com isso, trazer para perto de si a prosperidade. No fim das contas a prosperidade acontece em todas as áreas de nossa vida."



A seguir, um resumo voltado para yoga, muito bem feito de autoria de Andreaha San, a qual sugere  utilizar uma lei por dia da semana, repetindo  até que se torne parte de você e  o hábito se instale. Você vai notar mudanças na vida e até atitudes involuntárias no seu comportamento; tudo para melhor, é claro,  reações que farão você se gostar ainda mais. No mais, pratique e busque a meditação, respire conscientemente, preste atenção na sua respiração e colha os frutos.
Vamos às leis:

1- DOMINGO: Lei da Pura Potencialidade:



Somos um campo de infinitas possibilidades, que é a essência de nosso verdadeiro ser.
Ao entrarmos em contato com esse manancial ilimitado, podemos criar e realizar tudo que precisamos para nossa felicidade.
Para acessar sua verdadeira natureza, cultive momentos de silêncio e quietude.
Faça meditação, comungue com a natureza e pratique o não-julgamento: aceite a si mesmo e os outros como são.




2- SEGUNDA-FEIRA: Lei do Dar e Receber:

Estabelece que estamos em constante intercâmbio com o Universo.
Dar e receber são aspectos diferentes do fluxo de energia que trocamos com o mundo.
O dinheiro que ganhamos, nossos relacionamentos, o que damos e recebemos das pessoas são exemplos práticos dessa lei.
Desenvolva um sentimento de gratidão pelos presentes que a vida lhe dá, pelo por-do-sol, pelos amigos, pelo que existe à sua volta.
Proponha-se também a dar algo para as pessoas que encontrar: amor, um sorriso, uma palavra amável, um presente. 
Respire conscientemente.
A inspiração e a expiração são exemplos concretos de que doamos e recebemos ininterruptamente.

3- TERÇA-FEIRA: Lei do Carma ou da Causa e Efeito:


Ensina que devemos estar atentos às nossas escolhas porque nossas ações geram reações equivalentes.

Versão hindu do ditado popular: “cada um colhe o que planta”.
Preste atenção em suas escolhas. Ouça seu coração e verifique se elas causam conforto ou desconforto.
Ao tomar decisões, pergunte-se:
“Quais serão as consequências dessa escolha para mim? Como ela afetará os outros?”


4- QUARTA-FEIRA:  Lei do Menor Esforço:


Baseia-se no princípio da não-resistência.

Revela que tudo na natureza flui naturalmente e sem esforço. 
É assim com o nascer do Sol e o desabrochar de uma flor: faça suas ações alcançarem o mínimo beneficio com o menor esforço. Aceite as coisas como são, em vez de impor sua maneira de resolvê-las.
Não queira controlar as pessoas e os acontecimentos, não culpe a si mesmo ou os outros pelo que acontece com você. Todo problema é uma oportunidade única para transformar sua vida.


5- QUINTA-FEIRA:  Lei da Intenção e do Desejo:



Parte do pressuposto de que nossos desejos e intenções tem o poder de manifestar o que desejamos. Se quisermos que algo cresça e floresça, devemos colocar nele nossa atenção.
Se não queremos que aconteça, devemos retirar dele nossa atenção.
Faça uma lista de seus principais desejos e reveja-a diariamente antes de dormir. 
Os entregue depois para o Universo – ele se encarregará de manifestá-los.
Não deixe que dificuldades e obstáculos dissipem seus desejos.
Assim, suas ações e desejos serão apoiados pela inteligência universal.


6- SEXTA-FEIRA: Lei do Desapego:


Para obter algo na vida, é preciso se desapegar do resultado. Você mantém  firmes a intenção e o desejo, mas deixa o resultado nas mãos do Universo. O apego gera ansiedade e é baseado no medo e na insegurança.
Suas ações tem que ser completamente livres e desapegadas de resultados.
Não seja rígido.
Acolha as incertezas. Lide com seus medos e inseguranças e cultive a confiança na vida. Inicie cada dia com o sentimento de que ele é um campo fértil para todas as possibilidades. Abra-se à elas.


    Para ser feliz eu não preciso me apegar!

7- SÁBADO: Lei do Dharma ou do Propósito na vida:


Todas as pessoas tem um propósito na vida, talentos únicos e uma maneira própria de expressá-los. Faça uma lista de suas habilidades e seus talentos; isso o ajudará a enxergar melhor seu verdadeiro potencial. Observe as coisas que o deixam feliz e criam harmonia a sua volta; elas são a expressão de seu dharma e dos seus talentos e isso tudo respeita a lei cósmica do universo. Use-os para servir aos outros.

Pergunte-se: “Como posso ajudar as pessoas com quem entro em contato?”


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Creio que o aprendizado não acaba nunca.
Um passo na direção de melhorar como ser humano é sempre válido.
Desejo a você tudo de bom, perseverança e muito amor na sua vida.
Você não esteve aqui por acaso, tenha certeza disso.
Um final de semana repleto de paz em todos os corações!!!



Tudo acontece por uma razão!!!





quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Empreendedorismo, já no século XIX!!!

Feiticeira dos Números: a primeira programadora

Em 1843, a matemática e escritora inglesa Ada Augusta Byron tornou-se a primeira mulher programadora da história ao escrever um algoritmo para um computador. Tanto sua proeza quanto sua importância são lembrados no Ada Lovelace Day que, desde 2009, vem sendo comemorado no dia 15 de outubro com palestras e eventos presenciais e online, ao redor do mundo.
A homenagem é mais que merecida. Além de mostrar sua capacidade intelectual ao elaborar um procedimento avançado para época em que viveu, Ada tornou-se um importante símbolo na luta contra o sexismo que, até os dias de hoje, impera na área das ciências exatas aplicadas. Que tal agora conhecer mais sobre a inspirada história de Ada Lovelace e também sobre a data comemorativa?
A primeira programadora
Nascida em 1815, Ada era filha do famoso poeta inglês Lord Byron. Porém, não teve muito contato com o pai famoso, pois ele se separou de sua mãe, Anne Isabella Byron, pouco depois de seu nascimento. Ainda criança começou a aprender matemática sob a orientação da mãe, uma estudiosa da área, que desejava que a filha se distanciasse da área do pai.
Ada cresceu respeitada por sua competência até que tornou-se pupila de Augustus de Morgan (1806-1871), o primeiro professor da Universidade de Londres. Dedicou-se muito à ciência e, na década de 1840, traduziu trabalhos do matemático Charles Babbage (1791-1871), que lhe chamava de “Feiticeira dos Números”. Foi Babbage o responsável pela criação do primeiro computador e das anotações, que viabilizaram a criação do algoritmo por Ada.
Uma mulher à frente de seu tempo
Se, por um lado, sua trajetória profissional foi estável, por outro, sua vida pessoal era turbulenta. Em 1835, casou-se com Barão William King com quem teve três filhos e que, anos depois, recebeu o título de Conde de Lovelace. Por isso, Ada passou a ser conhecida também como Condessa de Lovelace. Excêntrica, gostava excessivamente de beber e de apostar (atividades que a levaram a perder todo seu dinheiro). Além disso, protagonizou escândalos em decorrência de sua infidelidade ao marido.
Como e porque surgiu o Ada Lovelace Day
O reconhecimento pela elaboração do algoritmo, porém, veio um século depois de sua morte quando o renomado cientista Allan Turing fez referência a seu trabalho. Depois disso, ela seria relembrada em 1979, quando o departamento de defesa norte-americano a homenageou dando o nome de “Ada” a um código de linguagem.
Porém, foi em 2009 que Ada recebeu sua homenagem mais duradoura até o momento. Neste ano, a executiva e jornalista inglesa Suw Charman-Anderson recrutou diversos blogueiros do mundo para homenagear importantes mulheres da STEM (sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática) e nomeou a ação de Ada Lovelace Day.
Programação Ada Lovelace Day 2014
A iniciativa deu tão certo que tornou-se anual, extrapolou atividades virtuais e, atualmente conta com palestras, encontros e com atividades voltadas para escolas.
No site Finding Ana, é possível conferir a programação, que contará com palestras da matemática Hannah Fry, da musicista Caro C, da engenheira Roma Agrawal e de outras mulheres que são referência da área.



quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Chongqing e a inovação na mobilidade urbana.

O uso intensivo do celular na China levou a cidade de Chongqing a inovar na mobilidade urbana, ao criar vias de circulação exclusiva para usuários. A ideia é proteger o deslocamento das pessoas enquanto elas teclam ou falam e caminham ao mesmo tempo. A iniciativa  foi noticiada, nesta segunda-feira, pelo jornal inglês "The Guardian". 

No entanto, a novidade levantou algumas dúvidas. Por exemplo: se as pessoas ficam tão distraídas teclando, ao ponto de precisarem ser apartadas do trânsito, elas terão concentração suficiente para se manter dentro dos limites da faixa e não se chocarão umas contra as outras? 

Detalhe: as linhas exclusivas são informadas por placas enormes em inglês e chinês, para chamar a atenção dos distraídos.
A decisão da prefeitura de Chongqing se assemelha em um projeto-piloto de Washington D.C. A capital americana criou faixas separadas para usuários de telefones para um teste comportamental, em julho, operado pelo canal de TV da National Geographic. As vias para usuários de celular são cogitadas nos Estados Unidos por causa do alto número de acidentes que os envolvem. 
Em 2013, a Universidade de Ohio fez um estudo que apontou para o crescimento no número desses acidentes de 256 em 2005 para 1.506 cinco anos depois, conforme dados de emergências no país.
cell phone infographic


Professor de Harvard e algumas diretrizes sobre o sucesso!!!

Robert Steven Kaplan, professor de HarvardO professor de Harvard, Robert Steven Kaplan, diz que o sucesso depende de um processo corajoso de conhecimento pessoal.

Robert Steven Kaplan tornou-se professor da escola de negócios de Harvard em 2005, depois de uma carreira de mais de 20 anos em Wall Street — a maior parte do tempo como alto executivo do banco Goldman Sachs, de onde saiu como vice-presidente do conselho (não confundir com o professor homônimo, criador da metodologia Balanced Scorecard). 
Mesmo com um grande repertório em gestão de investimentos, na academia ele enveredou pela linha de estudos do comportamento profissional.
Em seus livros, Kaplan trata da investigação profunda que os profissionais devem fazer em suas fontes de motivação — que, segundo ele, não são investigadas e por isso as pessoas não crescem. 
É nesse ponto que entra a experiência do mercado financeiro. Como orientador de carreira, Kaplan não amacia: “Executivos bem-sucedidos devem ser capazes de listar seus pontos fortes e fracos”, diz. Em entrevista à VOCÊ S/A, o professor fala sobre seu novo livro, What You’re Really Meant to Do (“O que você realmente deve fazer”, em tradução livre), lançado em maio de 2013 nos Estados Unidos. E ele promete ir fundo na busca dos interesses profissionais.
VOCÊ S/A – As pessoas realmente buscam conhecer a si mesmas? 
Robert Steven KaplanTodos nós, e aqui me incluo, temos “pontos cegos”, ou seja, características pessoais das quais não temos conhecimento, mas que são evidentes para quem nos observa. Os profissionais estão em diferentes estágios do processo de conhecimento íntimo. Nunca conheci alguém que não precisasse de ajuda ou conselho para se desenvolver. Uma pessoa pode prescindir de ajuda durante algum tempo, mas em algum momento certamente precisará conversar. A situação é a seguinte: se você não precisa de conselho, não está produzindo nada. Está parado, não está crescendo.
VOCÊ S/A - Essa busca é um processo constante, certo? 
Robert Steven Kaplan - É importante dizer que não são somente as pessoas que mudam. O mundo também está em transformação. A natureza das empresas e das indústrias muda. E você também muda: pode assumir novas responsabilidades, por exemplo. A busca do potencial único é certamente um processo constante. Uma situação muito comum é encontrar uma pessoa que trabalha há dez anos no mesmo lugar e simplesmente deixa de gostar da empresa, do trabalho. A pergunta é: por quê? Ouço bastante esse tipo de queixa: “Eu costumava amar meu emprego, hoje detesto”. O que aconteceu? O emprego mudou ou é o profissional que está diferente?